sexta-feira, 2 de novembro de 2007


ARTE DE VIVER
Jorge Guimarães
Advogado e Segundo Vice-Presidente Municipal do PSDC em Natal/RN

Viver é uma arte para poucos. Mas para muitos, a arte de viver tem se tornado um verdadeiro calvário. Pois falta tudo. Falta saúde, educação emprego e renda, segurança, transporte e acesso aos bens de cunho social que é dever do estado.
Ficou surpreso?
Explico: é que perante a Constituição Brasileira, todos são iguais perante a lei, a Deus e o acesso às oportunidades. Fico imaginando uma pessoa com fome, pobre e sem nada. Essa pessoa é uma excluída pelo sistema que deveria apoiá-la e garantir seus direitos constitucionais. Não ter acesso, é ser condenado sem direito a defesa.
Já parou para pensar em não ter o que comer um dia apenas e ainda ter forças para sorrir, conversar e assistir ladrões do colarinho branco não sendo condenados pela justiça e ainda se transformando em astro dos noticiários da TV.
É meus amigos e amigas é uma arte de humor negro. Arte que as elites são os diretores e nós somos os personagens. Arte que eles preparam a peça e nós dançamos o bolero.
Viver é arte, então esta arte é vida? Ou sobrevida? Não sei. Mas o espetáculo, ou seja, a peça não pode parar. Só se algum personagem tiver que morrer ou ele morrer de fome. Mas, isso não é arte. É brincar com o sofrimento do ser humano.
Você conseguiu visualizar e entender? Que bom! Menos um fora deste circo. Mesmo com fome, sem educação, saúde e emprego, não seja personagem desta peça. Siga a arte que vem da alegria para todos e que você não seja usado.
Mas eles são os donos do teatro. Entretanto, se eles não nos tiverem como atores o espetáculo irá sair de cena e eles serão impedidos de continuarem a rir e aplaudir a nossa ignorância. Evitando, dessa forma, que eles, os donos do poder, nos vejam dia a dia um morrendo de fome. Ah, se todos conseguissem entender essa arte negra defendida pelas elites do capitalismo selvagem! É se não houver conscientização, eles vão continuar aplaudindo a nossa desgraça, com toda ênfase, de nós atores desse picadeiro pertencente ao verdadeiro purgatório circense terráqueo. Vocês (nós) querem esta arte? A Arte da enganação e da opressão pelo poder econômico e ideológico.
Então, dê o troco, fuja desse teatro, você tem um ticket de passagem em sua carteira lembrou? Não? Você pega nele de quatro em quatro anos. E agora, lembrou? É isso mesmo: seu título de eleitor. A sua grande ferramenta de transformação social ao qual estamos inseridos.
Que bom! Você ainda está vivo conseguiu resistir.
Seja você o diretor ou até o dono do teatro. É só querer. Basta apenas um toque do seu dedo nos teclados da urna eletrônica, votando com a razão e não pela emoção, para que a verdadeira arte e esperança de dias melhores renasça. a não ser que queira ser sempre o astro deste filme nojento e, faça da sua vida uma arte para poucos rirem, aplaudirem e, quatro anos depois retornarem e você voltar a ser o personagem principal conhecido como:”o bobo da corte”.

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